Antes do primeiro escudo oficial da Seleção Brasileira, criado em 1916, mas usado pela primeira vez em 1917, a Seleção possuía distintivos diferentes, com as iniciais da Federação Brasileira de Sports (FBS) e da Federação Brasileira de Futebol. Apesar destes símbolos, no entanto, a Seleção não jogava com nenhum escudo na camisa, que era branca com uma larga listra azul nas mangas.
O escudo com 'CBD' - Confederação Brasileira de Desportos - e a Cruz da Ordem de Cristo foi usado pela primeira vez no Campeonato Sul-Americano, contra a Argentina. Como curiosidade, em um dos jogos, como as outras seleções do grupo usavam camisas brancas, foi feito um sorteio e o Brasil jogou de vermelho.
Em 1936, novamente o time entrou de vermelho, com as camisas emprestadas do Independiente de Avellaneda, em uma partida contra o Peru.
Evolução Consistente do Escudo (até os anos 1980/90)
Voltando ao escudo, nas primeiras Copas do Mundo ele já mostrava o padrão que segue até os dias de hoje. O formato do escudo mudou um pouco, ficando mais arredondado na parte de baixo e com as pontas mais proeminentes.
Mas a Cruz da Ordem de Cristo, que estampava as bandeiras das naus portuguesas que chegaram ao Brasil em 1500, segue firme, tendo deixado de aparecer apenas entre as décadas de 1980 e 1990.
Outra mudança foi a inserção das três estrelas, representando o tri mundial, na Copa da Alemanha, em 1974, e a mudança de CDB para CBF. Em 1979, a Confederação Brasileira de Futebol foi criada, separando o esporte dos demais.
A Troca da Cruz pela Taça Jules Rimet
Mas, antes do 'novo escudo velho', a recém-criada CBF manteve o contorno do escudo, mas mudou o seu interior, trocando a cruz e a inscrição pela Taça Jules Rimet e um ramo de café, que depois foi proibido pela Fifa por representar a promoção de um produto comercial.
O escudo com a taça do Tri - que foi roubada da sede da CBF no Rio de Janeiro e derretida em 1983 - foi usado nas Copas de 1982 (Espanha), 1986 (México) e 1990 (Itália).
O Retorno Triunfal do Escudo Tradicional
Para o Mundial dos EUA, em 1994, que seria a Copa do Tetra, a CBF voltou ao escudo mais tradicional, que praticamente seria o mesmo usado no vice de 1998, apenas acrescido de mais uma estrela.
Para a primeira Copa na Ásia, um contorno extra foi adicionado ao brasão. Pequenas mudanças se sucederam copa após copa, mas, para 2022, a mudança mais radical em décadas: listras verdes e amarelas desalinhadas e que ultrapassam a borda, com a ideia de dar uma visual mais moderno ao símbolo-maior da Seleção.