A Seleção Brasileira é conhecida pela inconfundível 'Amarelinha', mas ela só começou a ser usada após o trauma de 1950, o Maracanazzo. Em 1953, o jornal Diário da Manhã promoveu um concurso para a escolha da nova camisa da Seleção.
Ironicamente, o vencedor veio de Jaguarão, cidade gaúcha fronteiriça com o Uruguai. O futuro jornalista e ilustrador Aldyr Garcia Schlee, à época com 19 anos, elaborou o modelo amarelo com punhos verdes, que estreou em março de 1954.
Até a criação da Amarelinha, a Seleção usava apenas a camisa branca. A exceção, em Copas do Mundo, foi na partida Brasil 6 x 5 Polônia, na Copa da França, em 1938.
Camisa Azul: Um Debute Inesperado
Como as duas seleções jogavam de branco, foi feito um sorteio e o Brasil perdeu. Então, a CBD providenciou às pressas uma camisa azul-claro e o time jogou sem o escudo nas camisas, por falta de tempo para costurá-los.
Camisa Branca Aposentada e a Estreia da Amarelinha
Resumindo, o primeiro jogo com a camisa branca foi a derrota por 2 x 1 para a Iugolsávia e o último, no Maracanazzo (Uruguai 2 x 1 Brasil). A camisa amarela estreou na goleada de 5 x 0 perante o México na Copa de 1954 e a azul foi usada oficialmente (não de improviso) na final de 1958, outra goleada, desta vez contra a Suécia (5 x 2).
Cinco Mundiais Seguidos Com a Mesma Cor de Camisa
Até hoje, a maior sequência de jogos com uma camisa da mesma cor foi, obviamente, com a camisa amarela. Entre a final de 1994 e a vitória por 3 x 0 sobre o Chile na Copa da África do Sul, foram 24 jogos seguidos vestindo a Amarelinha.
Com a camisa branca, a Seleção disputou 10 partidas seguidas, das quartas-de-final de 1938 ao jogo decisivo contra o Uruguai, em 1950. A camisa azul, que o time vestia ao vencer a primeira Copa do Mundo, foi usada em dois jogos seguidos por duas vezes: na Copa de 1974, contra Argentina e Holanda, e em 1994, contra Holanda, novamente, e Suécia.
Na Copa de 2026, a Seleção deve jogar seus três jogos da fase de grupos com a Amarelinha, e não sabemos quantos mais e com qual camisa.